Azores Gladius Insula
A Mythus de Er continua a navegar poeticamente no Arquipélago dos Açores.
Este é o terceiro livro de uma coleção de nove do "Périplo Poético pelos Açores", que pretende revelar uma certa intimidade geográfica no interior da Ilha de São Jorge, quer através da fotografia de Ernesto Matos, quer pela poderosa poética de Pedro Miranda Albuquerque.
“Capto a essência da luz que se reflete ao longo do gume da espada que se encontra inerte sobre o dorso deste grande oceano. Esta lâmina que corta as ondas e os ventos produzidos na garganta do dragão, ergue-se ligeira, vencedora, entre fajãs, cais e calhetas, até ao alto dos cumes que separam os meridianos imaginários nesta latitude que no horizonte se solta, carregando dentro de si toda a energia do sonho metafísico que produz as cores múltiplas que das suas faces escarpadas se derramam até aos meus olhos. Luz, luz, luz, (…). É assim que inicia o primeiro texto de abertura desta Espada Literária, embebida num périplo poético que funde a imagem e o texto sem que o texto e a imagem fotográfica se interliguem.
O terceiro livro de um périplo poético pelos Açores, continua de novo a derramar uma poesia misteriosa pelas suas 208 páginas num sentir desnudado com que os autores se apresentam. A abertura das retinas aos mais ínfimos pormenores que estimulam os recantos da consciência humana, quando assimiladas pela viagem e recolha instantânea na filtragem carregada de outras equações paralelas….
“Ilha frágil e derramada, virada
às pontas, / saudosa da viagem em sentidos diversos, / porque nela congregaram,
aprisionados, / livres povos das cinco partidas do mundo.” Começa o poeta. […]
“Amei tanto. / Amei-os tanto, aos rebeldes. / Não soube transformar o traço, /
o desenho ficou rombo, / falhei, vate, velho. / Amei tanto.” Termina o poeta.
Ou como nos diz António Pedroso:
" Há muito, muito tempo, quando os deuses ainda sussurravam aos ventos e o
mar falava em trovões, nasceu no coração do Atlântico um ser colossal — um
dragão de pedra e fogo, moldado pelas forças primordiais da Terra. O seu corpo
estendia-se como uma espinha dorsal entre as águas revoltas, guardando o centro
do arquipélago com olhos de lava e respiração de bruma."
Título: Azores Gladius Insula
Autores: Ernesto Matos - Pedro Miranda Albuquerque
Edição: Mythus de Er
Ano: 2025
Páginas: 208
Pedidos e informações :
sessentaenovemanuscritos@gmail.com
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