Azores - Ascensus Insula [Ilha do Pico]


Surge agora o quarto livro da coleção “Azores Insula”, de Ernesto Matos e de Pedro Miranda Albuquerque, prosseguindo o “périplo poético” dos autores pelo Arquipélago dos Açores.

Aproximando-nos de Maria Gabriela Llansol, bem podíamos dizer que este Pico é, talvez, “a ilha de Ana de Peñalosa, que é, por excelência, a imagem com que se resiste.”

E é de “resistência” que se fala quando se fala da verticalidade imponente da montanha que, rompendo a horizontalidade do Atlântico, fura as nuvens com o seu cume.

Na dualidade – luz-palavra, fotografia-poesia – surge o discurso sobre a matéria e a imagem – o basalto, o oceano, a floresta, o colorido do que é vivo, refração da luz em cambiantes de cores surgidas do cinza.

Regista o fotógrafo nesse ato de contemplação: “Como é grande esta pequenez que constantemente fabrico na perceção erronia de uma luz que afinal me cegava… e tanta era a luz, e tanta é a luz. [...]”. Regista o poeta: “[...] Rei de pé, ignoto, no desterro / desta ilha férrea quanto o chão. / Querer mudar-lhe o nome era erro: / – Eis o Eterno Pico Temporão! […]”. Regista, Maria Etelvina Santos, no belíssimo texto de abertura: “[…] Nas páginas deste livro encontro-me com a ilha. Essa ilha que não me conhece, mas a que cheguei por caminhos da poesia. A sua existência em mim é tão real como as imagens e palavras que me tocaram sem fim. […]”


 

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